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Volume II / Outubro – Dezembro 2003

Revista SPR 2003

Os efeitos terapêuticos da água são conhecidos desde os tempos mais remotos. Na Roma Antiga, os balneários ou termas tinham lugar de destaque na vida e saúde dos cidadãos, não só pela conotação político-social (“ponto de encontro”), mas também pela obra arquitetônica (beleza e dimensões grandiosas). Na virada do século XX, médicos como Simon Baruch, John Kellogg e Guy Hinsdale conduziram experimentos clínicos sobre a utilização da água para fins terapêuticos e receitaram o que chamavam de balneoterapia. É importante salientar que, embora tenham demonstrado efeitos benéficos da água, eles pouco estudaram sobre a realiza- ção de exercícios dentro d’água. Após a II Guerra Mundial, resgata-se o estudo sobre os benefícios dos exercícios realizados dentro d’água, baseados na imersão em água quente e na cinesioterapia, criando-se, pela primeira vez, o termo hidroterapia ou reabilitação aquática. A utilização dos princípios físicos da água, em particular do calor, é o principal responsável pelas inúmeras respostas fisiológicas, tais como aumento da freqüência respiratória e cardíaca, aumento do suprimento sangüíneo para os músculos (melhora do metabolismo e relaxamento muscular), aumento da circulação periférica e do retorno venoso, diminuição da pressão arterial, do edema e da sensibilidade nos terminais nervosos.

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