post-title portfolio-title Volume II / Janeiro – Março 2003 2017-12-18 20:49:53 no no

Volume II / Janeiro – Março 2003

Revista SPR 2003

O equilíbrio pode ser definido como a manutenção do centro de massa corporal sobre sua base de suporte e apresenta três finalidades básicas: manutenção da postura (em pé ou sentada), estabilização do corpo e segmentos durante movimentos voluntários e resposta a perturbações externas. Possui organização complexa, com envolvimento visual, somatossensorial e vestibular, que são integradas pelo sistema nervoso central. Quando indivíduos sem deteriorização músculo-esquelé- tica ou neurológica permanecem em pé ou são submetidos a moderadas perturbações da postura, a diferença na resposta de oscila- ção mensurada tende a ser mínima. Vários estudos demonstram que diferenças entre adultos e idosos saudáveis para as respostas de oscilação e de passo, índices de estratégia de movimento corporal e tempo de permanência da postura tornam-se substanciais quando testes com grandes perturbações na postura são aplicados. As mudanças morfológicas e funcionais relacionadas com a idade correspondem particularmente à musculatura esquelética, aos nervos periféricos, aos receptores periféricos, à coluna vertebral, ao cerebelo e ao córtex cerebral. Porém, a maneira como todas essas mudanças influenciam no controle postural ainda não é clara. Sabe-se, apenas, que as mudanças relacionadas com a idade afetam o equilíbrio, mas não parece haver diferença quanto ao sexo. As principais conseqüências da deficiência de equilíbrio em idosos são as quedas, fraturas e deterioração da qualidade de vida. O risco de fraturas osteoporóticas não-vertebrais pode ser determinado pelo risco de queda, resistência óssea e força do impacto no momento de uma queda.

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