post-title portfolio-title Volume 8 / Outubro – Dezembro 2009 2017-12-19 15:18:00 no no

Volume 8 / Outubro – Dezembro 2009

Revista SPR 2009

As infiltrações intra-articulares (IIAs) são procedimentos muito utilizados na prática do reumatologista e, na grande maioria das vezes, realizadas às cegas, sendo o custo-benefício dessa abordagem aparentemente satisfatório. No entanto, várias são as articulações cuja abordagem às cegas é de difícil realização, seja pela profundidade, seja pela dificuldade de acesso. O uso do ultrassom é prática cada vez mais frequente entre os clínicos. Na reumatologia, principalmente entre os reumatologistas europeus, é utilizado mais como extensão do exame físico e na monitoração do tratamento de enfermidades reumáticas, sobretudo a artrite reumatóide (AR). Tem sua sensibilidade aumentada com o Power Doppler tanto no diagnóstico e planejamento terapêutico inicial, seja sistêmico ou intra-articular, quanto no seguimento pós-intervenção desses pacientes. O ultrassom também pode ser usado para guiar procedimentos diagnósticos e terapêuticos intra e periarticulares em pacientes com doenças osteoarticulares. A pertinência do uso de métodos de imagem para guiar procedimentos osteoarticulares é reforçada por estudos que demonstram a baixa acurácia das infiltrações intra-articulares às cegas, mesmo em articulações de grande porte como joelho. Em recente trabalho realizado, pelo nosso grupo, em 96 pacientes com AR (232 articulações infiltradas) para avaliar a acurácia das IIAs apendiculares às cegas, sugere-se que, mesmo para um reumatologista treinado, as articulações glenoumeral e tornozelo (talocrural) devem ser infiltradas com o auxílio de imagem (acurácia de 82% e 77%, respectivamente). Segundo alguns autores, a acurácia da infiltração intraarticular guiada por ultrassom varia de 96-98% comparada à acurácia de 32-59% para o procedimento realizado às cegas

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