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Volume 7 / Outubro – Dezembro 2008

Revista SPR 2008

Computadores e videogames são instrumentos amplamente utilizados por crianças e adolescentes brasileiros das diversas classes sociais, econômicas e culturais. Em 2006, dois estudos brasileiros (Silva et al. e Zapata et al., 2006) demonstraram que a mediana de idade de início do uso regular de aparelhos eletrônicos tem se tornado cada vez mais precoce (8 anos para adolescentes de 10 a 14 anos e 10 anos para os de 15 a 18 anos). Rideout et al., 2003, também já haviam apontado que 70% das crianças, entre quatro e seis anos, utilizavam computadores regularmente (10% diariamente e uma hora por dia, em média). Nas crianças menores de quatro anos, 27% faziam uso regular do computador. Além do próprio domicílio, crianças e adolescentes têm acesso aos computadores em lan houses, programas governamentais de inclusão digital e escolas. Rocha et al. (2003) estudaram 126 escolas da rede pública e particular da região metropolitana de São Paulo e observaram que computadores eram utilizados por 71% das escolas de ensino fundamental e 63% das escolas de ensino médio, como ferramenta auxiliar das matérias curriculares. O uso de computadores traz, indubitavelmente, uma infinidade de aspectos positivos, como desenvolvimento de habilidades psicomotoras, estímulo e facilitação de pesquisas, acesso a atividades lúdico-pedagógicas, promoção da auto-estima, contato com colegas, entre outros. No entanto, o uso indiscriminado pode estar associado a alguns pontos negativos, como alteração de comportamento (agressividade, ansiedade e insônia), cefaléia, convulsões, acesso a sites não recomendados, sedentarismo, obesidade, isolamento social e lesões musculoesqueléticas relacionadas ao uso abusivo (overuse). Em adultos que trabalham com computadores, especialmente mulheres, a realização de movimentos repetitivos, a imobilidade postural, o estresse diário, a depressão e as posturas inadequadas, sem pausas para relaxamento e alongamentos, são fatores propiciadores do aparecimento de LER (lesões de esforço repetitivo) ou Dort (desordens musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho).

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