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Volume 6 / Outubro – Dezembro 2007

Revista SPR 2007

Métodos diretos que utilizam a análise química de tecidos e órgãos de cadáveres humanos estão disponíveis para avaliar a composição corporal em nível atômico, químico, celular e tissular. Além disso, apresentam correlação estreita com métodos não invasivos que realizam avaliações indiretas e se baseiam em modelos de referência (reference infant and adolescent, reference man and woman). Esses modelos assumem alguns princí- pios básicos, como a constância, semelhança e relação fixa da composição química (carbono, nitrogênio, oxigênio, hidrogê- nio, potássio, magnésio, cálcio e fósforo) e molecular (água, proteína, lipídios, mineral) entre os compartimentos corporais, e, por esse motivo, devem ser interpretados com certa cautela a fim de minimizar possíveis erros clínicos. Os modelos teóricos ou de referência constituem a base científica de todas as medidas indiretas de composição corporal utilizadas atualmente. O modelo clássico bicompartimental (2-C) descreve o corpo como a soma do compartimento de gordura e livre de gordura. Usando esse modelo, a massa livre de gordura ou fat-free mass (FFM) pode ser estimada a partir da densidade ou água corporal total quando a relação entre esses componentes é conhecida. Essa estimativa é feita por meio de fatores de conversão, oriundos de banco de dados populacionais de referência, com a finalidade de garantir a acurácia e a validade do método. Após isso, o porcentual de gordura é calculado pela subtração do peso corporal total e FFM.