post-title portfolio-title Volume 6 / Julho – Setembro 2007 2017-12-19 13:51:04 no no

Volume 6 / Julho – Setembro 2007

Revista SPR 2007

As fraturas vertebrais são as mais comuns fraturas por fragilidade óssea. Freqüentemente, podem ocorrer sem história de trauma aparente e, na maioria das vezes, são assintomáticas e pouco diagnosticadas. Podem, ainda, ser bastante dolorosas e ocasionar acentuação da cifose dorsal, redução da estatura e função pulmonar, perda da qualidade de vida e aumento de mortalidade. A fratura vertebral está associada ao aumento de 20% do risco de ocorrência de nova fratura vertebral em 12 meses e ao incremento de 4,4 no risco relativo de fratura por fragilidade em outros sítios esqueléticos, independentemente da densidade mineral óssea. Além disso, o risco de fraturas aumenta com o número e gravidade das fraturas vertebrais. Após cinco anos da fratura vertebral clinicamente identificada, o índice de mortalidade é 20% maior que o esperado. Radiografias da coluna dorsal e lombar são poucas vezes realizadas em pacientes com dorsalgia e/ou lombalgia e, mais raramente ainda, naqueles sem dor. Além disso, apesar das fraturas vertebrais serem bem visualizadas por esse exame, comumente não são relatadas pelos radiologistas. Em revisão de radiografias de tórax realizadas em mulheres hospitalizadas, por doenças variadas, verificou-se que apenas metade das fraturas existentes foi reportada nas descrições dos radiologistas e, destas, apenas 50% foram relatadas nos laudos finais. A National Osteoporosis Foundation (NOF) recomenda que pacientes com fraturas vertebrais sejam tratados, independentemente dos resultados da densidade óssea (T-Score). As medicações utilizadas reduzem o risco de novas fraturas por fragilidade em pacientes com elevado risco de fraturas. Assim, o diagnóstico precoce desse evento é fundamental para a adequada abordagem desses indivíduos.