post-title portfolio-title Volume 4 / Janeiro – Março 2005 2017-12-18 22:49:21 no no

Volume 4 / Janeiro – Março 2005

Revista SPR 2005

Assisti recentemente a uma peça teatral com esse nome, durante a qual o ator encontrava-se fisicamente ligado às mínimas reações da platéia por meio de fios elétricos unindo seus punhos e tornozelos a uma máquina capaz de converter a energia dos aplausos, risos e outros ruídos em choques elé- tricos aplicados a seu corpo. Se porventura ligássemos uma máquina dessas ao médico brasileiro, certamente repensaríamos nossa condição de prestadores de serviço, consumidores e seres humanos. A idéia seria a seguinte: colocaríamos um sensor em cada um de nossos pacientes, seguros e planos de saúde e outros profissionais da área. A cada manifestação ou movimento deles, mais um choque receberíamos, causando-nos sensações como impotência, angústia, competitividade e inseguran- ça. Imaginem receber um choque elétrico a cada reclamação pelo atraso no atendimento do sistema público de saúde; pela dificuldade e pela enorme fila enfrentada pelo paciente para marcar uma consulta com o especialista do SUS; ou, até mesmo, pela falta de medicação para um paciente grave ou pela morosidade em agendar uma ressonância de joelho... Ainda bem que este é apenas um exercício de reflexão sobre o que consumimos e o que queremos de fato, pois, caso contrário, seríamos todos eletrocutados! Cogitamos da eventualidade de já existir esse tal sensor em nossa sociedade. Ao imaginarmos o que somos obrigados a assistir atualmente na televisão brasileira, por exemplo, podemos perceber a presen- ça de dois personagens polêmicos nos programas

[maxbutton id=”1″ url=”http://reumatologiasp.com.br/wp-content/uploads/Vol4-Jan_Mar-05.pdf” text=”Visualizar PDF”