post-title portfolio-title Volume 3 / Outubro – Dezembro 2004 2017-12-18 22:40:51 no no

Volume 3 / Outubro – Dezembro 2004

Revista SPR 2004

Uma das características das doenças reumáticas auto-imunes (DRAIs) é a grande variabilidade fenotípica, especialmente no que tange à gravidade. Por essa razão, uma vez feito o diagnóstico de uma DRAI, uma das primeiras inquietações do clínico é procurar elementos que orientem quanto ao prognóstico da mesma naquele paciente em particular. Entre esses elementos, há parâmetros epidemiológicos, clínicos e sorológicos. Diversas evidências apontam a participação também do terreno genético como determinante da gravidade das DRAIs. Com o advento dos métodos de biologia molecular, tem sido possível identificar e quantificar a participa- ção de alguns genes nesse aspecto. Abordaremos este tema usando como exemplo a artrite reumatóide. Nesta enfermidade, em particular, a necessidade de se estimar o prognóstico é cada vez mais premente, em razão da disponibilidade progressiva de modalidades terapêuticas com potencial de interferir na evolução natural da doença, mas que apresentam alto custo e potencial iatrogênico considerável. O lócus cuja associação à artrite reumatóide está mais bem estabelecida é o (HLA) DRB1, que se situa na região do complexo principal de histocompatibilidade de classe II (MHC II), no braço curto do cromossomo 6. Este lócus codifica a cadeia ß da molécula do HLA de classe II.

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