post-title portfolio-title Volume 16 / Abril – Junho 2017 2018-01-23 09:51:59 no no

Volume 16 / Abril – Junho 2017

Revista SPR 2017

Pode-se dizer que o lúpus eritematoso sistêmico (LES) é o protó- tipo das doenças inflamatórias crônicas sistêmicas. De fato, múltiplos sistemas orgânicos podem ser acometidos de forma simultânea ou evolutivamente, levando a um espectro muito amplo de apresentações clínicas, composto especialmente por manifestações decorrentes do envolvimento mucocutâneo (tais como fotossensibilidade, diferentes formas de erupções cutâneas, alopecia, úlceras de mucosas, lesões vasculíticas), poliartralgias/poliartrite, pleurite, pericardite, glomerulonefrite (hipertensão arterial sistêmica, hematúria microscópica, proteinúria, insuficiência renal aguda e crônica), alterações hematológicas (anemia, leucopenia, linfopenia, plaquetopenia) e acometimento do sistema nervoso central (que pode ocasionar convulsões, psicose, meningite asséptica, síndrome cerebral orgânica, etc.). Além disso, seu curso evolutivo é caracterizado pela alternância entre períodos de exacerbação (doença ativa) e remissão. A etiologia do LES ainda é desconhecida, mas a sua patogênese é sabidamente autoimune. Nesse aspecto, uma das características mais marcantes do LES e que reflete a ativação policlonal das células B observada nessa doença consiste na produção de múltiplos autoanticorpos circulantes, levando à formação de imunocomplexos, os quais, desencadeando o processo inflamatório, constituem uma importante causa de lesão orgânica no LES1

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