post-title portfolio-title Volume 14 / Outubro – Dezembro 2015 2017-12-19 15:27:15 no no

Volume 14 / Outubro – Dezembro 2015

Revista SPR 2015

Está bem estabelecido hoje que a artrite reumatoide (AR) é uma doença associada a uma maior mortalidade comparada à da população geral. O primeiro estudo comparando a mortalidade dos pacientes com AR em relação à população geral foi o de Cobb et al.(1), no início dos anos 1950. Ao acompanharem 583 pacientes por um período médio de 9,6 anos, os autores demonstraram que a AR, ao contrário do senso geral da época, é uma doença grave, associada a menor sobrevivência. Neste estudo observou-se que a taxa de mortalidade dos pacientes com AR era de 24,4 por 1.000 pacientes por ano, enquanto na população geral a taxa era de 18,9 para a mesma faixa etária. A razão entre a mortalidade observada e a mortalidade esperada foi de 1,30, ou seja, houve aumento de 30% na mortalidade dos pacientes artríticos. A análise das causas da mortalidade excessiva na AR indica que as doenças cardiovasculares são as mais frequentes (Tabela 1), sendo que a AR aumenta o risco de mortalidade cardiovascular (CV) em até 50%(7).

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