post-title portfolio-title Volume 14 / Julho – Setembro 2015 2017-12-19 15:27:05 no no

Volume 14 / Julho – Setembro 2015

Revista SPR 2015

O lúpus eritematoso neonatal (LEN) é uma doença rara que pode acometer vários órgãos, principalmente o cora- ção e a pele. A doença pode ser considerada um modelo de autoimunidade adquirida, no qual a mãe assintomá- tica ou com patologia reumatológica específica produz autoanticorpos (anti-SSA/Ro, anti-SSB/La e anti-RNP) que atravessam a barreira placentária, atingem a circulação fetal e exercem um papel importante na gênese da doen- ça. Além dos autoanticorpos, estuda-se cada vez mais a possibilidade de os complexos de histocompatibilidade (HLA B8, DR3 e DQ2) estarem envolvidos em sua gênese juntamente com fatores ambientais. O LEN caracteriza-se principalmente por lesões cutâneas semelhantes ao lú- pus subagudo, alterações hematológicas como anemia, neutropenia e trombocitopenia e manifestações hepáticas, todas elas benignas e transitórias, que na maioria das vezes regridem quando os anticorpos maternos saem da circulação fetal. A manifestação mais grave da doença é o bloqueio atrioventricular isolado, considerada a complicação mais temida e estudada da doença por ser, em muitos casos, irreversível, com altas taxas de morbimortalidade. O desafio é prever o risco gestacional de desenvolvimento da doença fetal, fazer o diagnóstico mais precoce possível e definir a melhor estratégia terapêutica intrauterina ou pós-natal.

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