post-title portfolio-title Volume 14 / Abril – Junho 2015 2017-12-19 15:26:56 no no

Volume 14 / Abril – Junho 2015

Revista SPR 2015

A polineuropatia periférica é uma afecção neurológica frequente, de apresentação clínica e etiologia variada. O nervo periférico é constituído por fibras nervosas mielínicas (grossas e finas) e amielínicas, organizadas em fascí- culos nervosos recobertas pelo perineuro. Externamente, o nervo é recoberto pelo epineuro e nutrido por vasos sanguíneos denominados vasa nervorum (Figura 1). As fibras mielínicas são constituídas por axônios de neurônios envolvidos pelas células de Schwann, que desempenham papel fundamental na formação da bainha de mielina, importante na velocidade da condução nervosa através da condução saltatória. Quanto maior o diâ- metro da fibra nervosa, maior a velocidade da condução. Desta forma, as fibras mielínicas grossas estão envolvidas na transmissão de estímulos motores e propriocepção, enquanto fibras finas mielinizadas estão envolvidas na condução de estímulo tátil, dor e função autonômica pré- -ganglionar. As fibras amielínicas estão envolvidas na dor e na função autonômica pós-ganglionar. Devido a esta compartimentalização da transmissão nervosa, os pacientes podem apresentar sintomas puramente sensitivos ou motores, ou ainda envolvimento predominante da sensibilidade profunda, levando ao desequilíbrio e à incoordenação, fenômeno denominado ataxia sensitiva.

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