post-title portfolio-title Volume 10 / Janeiro – Março 2011 2017-12-19 15:19:29 no no

Volume 10 / Janeiro – Março 2011

Revista SPR 2011

Osteoporose, uma doença metabólica caracterizada por baixa massa óssea, deterioração da microarquitetura do tecido ósseo e aumento da suscetibilidade a fraturas, é comumente vista como um problema de saúde feminino. Essa visão tem fundamentos: as mulheres têm densidade mineral óssea menor que a dos homens, têm vida mais longa que os homens e perdem massa óssea mais rapidamente que os homens, principalmente após a menopausa, devido à diminuição acentuada dos níveis séricos de estrógeno. Entretanto, nos últimos 15 anos a osteoporose no homem tem sido reconhecida como um problema de saúde pública devido à ocorrência cada vez maior de fraturas por fragilidade. Cerca de 30% de todas as fraturas de quadril ocorrem em homens(1) . Estudos recentes mostram que a probabilidade de fratura por fragilidade do quadril, vértebra ou punho em homens caucasianos após os cinquenta anos de idade, pelo resto da vida, situa-se em torno de 13%, sendo 40% nas mulheres(2) . Os homens apresentam perda de massa óssea e fraturas mais tardiamente que as mulheres. No Brasil, foi publicado estudo relativo à massa óssea em homens com idade de 50 anos ou mais, demonstrando que a perda de massa óssea no colo femoral foi significativamente maior na faixa de 70 a 79 anos de idade(3) . Após os 50 anos, as fraturas por osteoporose são duas a três vezes mais comuns em mulheres que em homens. Com o avançar da idade, as fraturas de quadril se tornam mais frequentes, aproximando a incidência entre os dois sexos. Dos 85 aos 89 anos, essas fraturas compõem cerca de 33% de todas as fraturas por fragilidade no homem e 36% nas mulheres.

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